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Arquivo da categoria ‘Visitas’

Museu de Arte Primitiva de Assis – RANCHINHO

Publicado por galharini em agosto 25, 2010

Fundação Assisense de Cultura “Joshey Leão”

MUSEU DE ARTE PRIMITIVA “JOSÉ NAZARENO MIMESSI”


RANCHINHO (Sebastião Theodoro Paulino da Silva)

Sebastião Theodoro Paulino  da Silva, conhecido como Ranchinho, nasceu  às 4h do dia  7 de janeiro de 1923, na fazenda do Zeca Antonio, em Água São Bartolomeu, próxima à estrada Assis-Lutécia. Filho de José Paulino da Silva e Maria Flauzina de Jesus, naturais do estado de Minas Gerais. Não aprendeu a ler e escrever e, a única experiência escolar que  ele demonstrou foi   grande interesse em manipular o lápis. Por ser dispersivo, não correspondia ao mundo das palavras até que aos 22 anos de idade, o ato de desenhar já ocupava um lugar importante na sua vida.

Ranchinho chegou em Assis meados da década de 40. Nesta época começou a trabalhar com João Romeiro (conhecido como João Garapeiro), fazendo mover a manivela do carrinho de garapa. Este foi seu primeiro trabalho fixo. Perambular  pela cidade  sempre foi uma prática comum na vida  do nosso pintor e já na década de 50 caminhava acompanhado de uma maleta, onde guardava o seu precário material para que, no momento certo, pudesse sacar do bolso o papel surrado e a caneta hidrocor e, então, mão e olhos interagissem com um objetivo: criar formas, estudar a profundidade das coisas, procurava sempre estar onde as coisas aconteciam e nos seus cadernos, rapidamente registrava os fatos  que ocorriam na cidade, não de forma imparcial, sempre numa interpretação pessoal, como um cronista.

Foi descoberto pelo Sr. José Nazareno Mimessi que já era, nessa época, um apreciador das artes plásticas e estudioso, autoditada, sobre arte naif, reconheceu naquele homem maltrapilho e de andar cambaleante, Mimessi começou a incentivá-lo, comprando seus desenhos e cedendo material, enquanto ele    trabalhava num dos cômodos na técnica de  sua modesta casa, agora transformado em atelier.  Aos poucos, seu protetor introduziu-o  na técnica de guache sobre papelão que, em pouco tempo, passou a dominar com destreza. Não freqüentou galerias e museu, tampouco estudou história. Ele é autêntico autodidata.   Como não sabia  escrever, seu incentivador fazia-o sujar o polegar direito com tinta de carimbo para deixar a impressão digital no verso de seus desenhos, mas esta prática o incomodava. Então, Nazareno resolveu ensina-lo a escrever “Ranchinho” e, com o auxilio dos familiares, ele aprendeu a escrever, ou melhor,  desenhar com letras de forma seu nome de batismo- Sebastião.Somente em 1977, após uma observação de um dos seus sobrinhos, passou a assinar seus desenhos e pinturas com seu apelido.

Ranchinho  é constituído de tamanha simplicidade, assim como ignorou a formação comum à maioria dos pintores, também ignorou as transações comerciais que envolvem o mercado das artes. Ele desconhece o conceito de valor monetário e tantos outros, comuns no dia-a-dia dos artistas.

Ranchinho , em dezembro de 1971, expôs pela primeira vez três de seus trabalhos na 1ª exposição de Artes Plásticas de Assis quando recebeu Menção Honrosa.  Participou de outras exposições individuais e coletivas de grande importância, como Bienal de São Paulo de 1976. Nesse mesmo ano foi tema de uma crônica de Lourenço Diaféria editada no caderno  Ilustrada do Jornal Folha de São Paulo. Em 1977 foi objeto de análise de Américo Pellegrini filho em seu livro Crônica Informativa de Cinco Pintores Folclóricos. Também foi apreciado por uma das  maiores crítica de arte do país, Radha Abramo, numa matéria editada no caderno ilustrada do Jornal Folha São Paulo em julho de 1985. Participou também da exposição Brasil 500 Anos na  Bienal de São Paulo. Se trabalho foi tema de uma matéria escrita por Rui Moreira Leite para a revista Veja de 30 de julho de 1986. Desde então, participou de mais ou menos 20 exposições. Já pintou em média, 2000 quadros, segundo seu sobrinho Juvenil que, desde a década de 70, acompanha de perto o trabalho do tio.

Atualmente, Ranchinho é uma das pessoas mais populares de Assis; tornou-se figura folclórica; é personagem de histórias- reais ou lendárias- relatadas pelos narradores da cidade. Dizem ainda que ele se senta no mesmo lugar na igreja e, se estiver alguém, seja lá quem for em  lugar, ele vai rodeando, deixando a pessoa encabulada até que a mesma devolva o seu assento.

Seus   trabalhos não sofreram influencias  dos meios artísticos, pois Ranchinho não teve nenhum mestre, não seguiu e nem conhece o trabalho de  outros pintores. O seu aprimoramento de sua obra se deu por intermédio de sua sensibilidade visual.

Ranchinho não faz quadros por encomenda;  não adianta pedir ou insistir para que desenhe isto ou aquilo, porque somente realiza o que tem sentido para ele. Dizem que, certa vez, uma pessoa bastante conhecida em Assis passou muito tempo insistindo para que ele pintasse a fachada de sua casa e ele nunca atendia o pedido.

Através da biografia escrita por Mimessi, podemos caracterizar como era o fazer artístico de Ranchinho na década de 70, quando pintava com guache sobre papel..

Pega um pincel, dá uma pincelada de uma cor, lava ele na xícara, cuja água vai ficando com todas as cores, pega outro, trabalha com uma terceira, lava o pincel no pano e vai colorindo tudo. Colorindo a esmo; não colore de fio a pavio uma figura, um objeto do quadro. Pula. Pinta ora alguma coisa da direita, depois dá um retoque, vai noutra cor, conserta aqui, reforça ali, até tapar o quadro com cores, quando então ele já está pronto.

Depois que julga que o quadro está pronto, coloca-o de pé a uma distância de um ou dois metros (…) dá uns dois ou três retoques. Faz qualquer quadro no máximo em trinta minutos, seja feio ou bonito. Interrompe-lo no momento que for, sem prejudicar a qualidade da mesma. É espontâneo e instantâneo.

Ranchinho começou a trabalhar, basicamente com guache sobre papelão, pois não tinha condições de adquirir outro material apropriado para a pintura. O reconhecimento de seu trabalho pelo publico permitiu-lhe, aos poucos, melhor sua condição de vida e, na década de 80, praticamente, realizar um grande sonho: trabalhar com tinta a óleo sobre tela.

Posteriormente, ele passou a pintar com tinta acrílica sobre chapa de eucatex forrada de algodão e, em seguida, com a mesma tinta sobre tela. Sua adaptação e seu domínio sobre este material foi tão rápido quanto com sua técnica do guache.

No caso de Ranchinho, quem prepara os suportes, as tintas e compra os pincéis é o seu sobrinho, Juvenil. Por sua vez ele pesquisa; guarda recortes de jornal, revistas e fotografias, que despertam nele algum interesse e que, eventualmente, possam vir a ser motivo de um estudo. Além disso, conhece muito bem as exigências e os segredos da matéria-prima de seu trabalho.

Como mencionamos acima, Ranchinho pinta sempre à noite.

Como podemos constar, Ranchinho não segue nenhum estilo a não ser aquele que ele próprio criou, e esta é uma das características da arte naif.

Referência bibliográfica: Silva, Marta Dantas da. De olho no passado: A pintura de Ranchinho. Assis/SP, 1997.

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Museu de Arte Primitiva de Assis – ARTE NAÏF

Publicado por galharini em agosto 25, 2010

Fundação Assisense de Cultura “Joshey Leão”

MUSEU DE ARTE PRIMITIVA “JOSÉ NAZARENO MIMESSI”

Arte Naïf

O adjetivo naïf é o mais empregado para o gênero de pintura chamado também de ingênuo e às vezes primitiva (no Brasil). Na época em que foi lançado, o termo naïf era um apelido, como em outras épocas, os pintores foram chamados de impressionistas, cubistas, futuristas, etc…

Os naïfs, em geral, são autodidatas e sua pintura não é ligada a nenhuma escola ou tendência. Essa é a força desses artistas que podem pintar sem regras, nem constrangimentos. Podem ousar tudo. São os “poetas anarquistas do pincel”.

Como identificar os pintores naïfs?

Ser naïf é um estado de espírito que leva a uma maneira toda pessoal de pintar. Podemos encontrar pintores naïfs entre sapateiros, carteiros, donas de casa, médicos, jornalistas e diplomatas. A arte naïf transcende o que se convencionou chamar de arte popular.

Pintura Naïf no Brasil …

O Brasil junto com a França, a ex-Iugoslávia, o Haiti e a Itália, é um dos “cinco grandes” da arte naïf no mundo. Um grande número de obras de pintores naïfs brasileiros faz parte do acervo dos principais museus de arte naïf existentes no mundo.

A pintura naïf brasileira é muito rica e cheia de imprevistos. Devido à diversidade de temas relativos à fauna, à flora, ao sincretismo religioso e às suas várias etnias, o Brasil ocupa lugar de destaque no contexto mundial deste movimento.

Os quadros de primitivistas brasileiros são reproduzidos nos mais importantes livros estrangeiros sobre arte naïf. Não há uma exposição naïf internacional importante sem que nossos primitivistas sejam convidados a participar.

Em toda a história da pintura brasileira, nunca tantos artistas tiveram suas obras expostas, publicadas, comentadas e citadas como são as dos pintores naïfs. Suas obras receberam reconhecimento de vários críticos, figuraram em numerosas exposições e passaram a fazer parte dos museus. Heitor dos Prazeres, Djanira, Cardosinho, Francisco da Silva, entre outros, fazem parte deste movimento, imerso na vivência popular brasileira.

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Visita ao MAPA (Museu de Arte Primitiva de Assis)

Publicado por galharini em agosto 25, 2010

Na tarde de 25 de agosto de 2010 os alunos das series 7ª B  e  7ª C do Ensino Fundamental II visitaram o Museu de Arte Primitiva em Assis. Foi uma visita muito proveitosa e fomos recepcionados pelo senhor Marcos Maroubo, que carinhosamente atendeu aos nossos alunos e nos forneceu o material contendo a parte histórica da criação do museu. Os estudantes ao final da visita receberam uma prancha contendo papel em branco e lápis para retratarem as obras que mais lhe chamaram a atenção e os mesmos realizaram a atividade com prontidão e alegria. Ao final da atividade proposta  foi recolhido o material e entregue à recepção do Museu. Na visita estavam presentes os professores Kleber (Arte), Roberto (Sociologia) e Silmara Ausec (Inglês) .

Fundação Assisense de Cultura “Joshey Leão”

MUSEU DE ARTE PRIMITIVA “JOSÉ NAZARENO MIMESSI”

Museu de Arte Primitiva de Assis “José Nazareno Mimessi”

O Museu de Arte Primitiva de Assis, teve sua  origem, quando José Nazareno Mimessi , doou para a Prefeitura Municipal de Assis, em 28 de janeiro de 1.983, de sua coleção particular, duzentas e quatro obras de artistas primitivistas, dos quais, cem, eram do artista primitivista Ranchinho, que ele descobriu e revelou ao Brasil e ao Mundo.

José Nazareno Mimessi, tornou-se um cidadão extremamente interessado e apaixonado pela arte primitiva. Essa paixão, fez com que Mimessi se correspondesse com pintores, museus, críticos de arte primitiva, de todo o Brasil. Assim, pode documentar, de uma certa forma, a vida desses pintores. Em 1991, esse material foi doado ao CEDAP – Centro de Documentação e Apoio à Pesquisa, da Unesp de Assis.

Atualmente, o Museu, denominado Museu de Arte Primitiva “José Nazareno Mimessi”, possui aproximadamente, mil e quinhentos e nove obras (pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, cerâmicas, etc), e figura entre os maiores na área de Arte Primitiva.

Está localizado em um Parque Ecológico, Parque João Domingos Coelho – conhecido como Parque do Buracão -, na Rua Antonio Zuardi, 895, e  funciona, em prédio próprio, de 517 m2 de construção, inaugurado em 26 de setembro de 1.999, patrocinado pela Telesp, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O museu possui três salas, sendo duas para exposições temáticas temporárias e uma permanente, contendo somente, obras de artistas primitivos. Estas salas e a reserva técnica são climatizadas.A importância e a qualificação do Museu de Arte Primitiva “José Nazareno Mimessi” tem sido enfatizada por críticos como Roberto Rugiero, Antonio do Nascimento e artistas de renome, como por exemplo, Waldomiro de Deus, José Vieira Madalena, Zica Bergami, entre outros. Entre os artistas cadastrados destacamos os precursores da arte naif, Heitor dos Prazeres, Djanira, como também os primitivistas, Poteiro, José Antonio da Silva, Ranchinho, Chico da Silva, Maria Auxiliadora, Zica Bergami, José Vieira Madalena, Eliza Mello, José Coimbra,  Bajado, e muito mais.

O MAPA foi avaliado pelo cubano Alberto Quevedo, museólogo especialista em arte primitiva, como um dos mais importantes e completos, dentro do gênero naif, em todo o país.

Horário de Funcionamento:

Terça-feira a Sexta-feira: 8 às 11h e das 13 às 18h

Sábado: 8 às 11h e das 13 às 17h

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Visita ao MAI ( Museu de Arqueologia de Iepê)

Publicado por galharini em junho 5, 2010

Em 31 de maio de 2010 os alunos do Ensino Médio-3º B, os professores Edson Marquezani e Silmara Ausec visitaram o Museu de Arqueologia de Iepê. A recepção ficou por conta do professor e coordenador do MAI, Paulo Fernando Zaganin que na oportunidade apresentou e explicou a origem e finalidade das peças ali expostas. Os alunos apreciaram a visita e não deixaram de questionar sobre alguns pontos relevantes.

Confira a Galeria de fotos

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