Notícias Galharini

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Arquivo da categoria ‘Poemas’

SOCIEDADE – Fábio Júnior Andrade

Publicado por galharini em outubro 15, 2010

A sociedade decadente com sede!

Sede de mudança

da história contada, vivida…

Sociedade com sede

Afogada num mar

de idéias e palavras vãs!

A correnteza leva o grito

de socorro…

e a sede,

ainda há

Fábio Júnior Andrade

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Soneto da Fidelidade – Vinicius de Moraes

Publicado por galharini em novembro 21, 2009

Soneto da fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
  

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
 
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
 
Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

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Cortar o Tempo – Carlos Drummond de Andrade

Publicado por galharini em novembro 21, 2009

Cortar o tempo

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente

Carlos Drummond de Andrade

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MUERTES – PABLO NERUDA

Publicado por galharini em novembro 21, 2009

MUERTES

Hay cementerios solos,
tumbas llenas de huesos sin sonido,
el corazon pasando un tunel
oscuro, oscuro, oscuro,
como un naufragio hacia adentro nos morimos.
como ahogarnos en el corazon,
como irnos cayendo desde la piel al alma.

Hay cadaveres,
hay pies de pegajosa losa fria,
hay la muerte en los huesos,
como un donido puro,
como un ladrido sin perro,
saliendo de ciertas campanas, de ciertas tumbas,
creciendo en la humedad com el llanto o la lluvia.

Yo veo, solo, a veces,
ataudes a vela
zarpar con difuntos palidos, con mujeres de trenzas muertas,
con panaderos blancos como angeles,
con ninas pensativas casadas con notarios,
ataudes subiendo el rio vertical de los muertos,
el rio morado,
hacia arriba, con las velas hinchadas por el sonido
de la muerte,
hinchadas por el sonido silencioso de la muerte.

A lo sonoro llega la muerte
como un zapato sin pie, como un traje sin hombre,
llega a golppear con un anillo sin piedras y sin dedo,
llega a gritar sin boca, sin lengua,
sin garganta,
Sin embargo sus pasos suenan
y su vestido suena, callado como un arbol.

Yo no se, yo conozco poco, yo apenas veo,
pero creo que su canto tiene color de violetas humedas,
de violetas acostumbradas a la tierra,
porque la cara de la muerte es verde,
con la aguda humedad de una hoja de violeta
y su grave color de invierno exasperado.

Pero la muerte va tambien por el mundo vestida de escoba,
lame el suelo buscando difuntos,
la muerte esta en la escoba,
es la lengua de la muerte buscando muertos,
es la aguja de la muerte buscando hilo.

La muerte esta en los catres:
en los colchones lentos, en las frazadas negras
vive tendida, y de repente sopla:
sopla un sonido oscuro que hincha sabanas,
y hay camas navegando a un puerto
en donde esta esperando, vestida de almirante.

Pablo Neruda

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J A V É – Aline Caroline Ferreira

Publicado por galharini em novembro 6, 2009

Ao ser tomada pelas águas

Lágrimas  também foram levadas

As histórias e fatos marcantes

Hoje já estão distantes.

Afundada, mas lembrada.

E assim a história é narrada.

Teve um povo bravo e forte

Que mudou, lutou e se esforçou.

Porém, foi triste a história

E nada adiantou.

Mas ainda assim, algo restou…

Mitos e contos

De um povo que ali morou,

A bravura e a cultura

De quem por ali passou.

Nos deixa uma grande história

De pessoas de grande fé

Chamadas então,

“Narradores de Javé”.

( Poema inspirado no filme “Narradores de Javé”, escrito pela aluna Aline Caroline Ferreira – 8ª A )

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Na Vila – Fábio Júnior de Andrade

Publicado por galharini em outubro 30, 2009

Na Vila de folhas verdes
Amadurecendo
Há sossego,
Há guerras,
Ao vento há tremendo
O medo das crianças.
Nos varais da vida
Flâmulas, lençois,
Corpos ofegantes…
Há um espaço aconchegante!
Na Vila,
Há sol escondido no brilho
Das armas
Há nós…
Será?

Fábio Júnior de Andrarde

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